Cachoeira do Formiga

O nome é por causa do rio Formiga. É uma queda pequena que forma um poço grande de águas em tons esverdeados que lembram esmeralda. A água é muito transparente e mesmo no lugar mais profundo pode-se ver a areia calcárea branca e fina.

Ao redor dessa piscina natural, a vegetação é exuberante e lembra a mata atlântica, com palmeiras, samambaias e muitas árvores com bichos pulando pra lá e pra cá. Como outros encantos do Jalapão, fica em propriedade particular e paga-se pela visita. Também é permitido acampar e nesse caso, é necessário levar provisões e cumprir a exigência  - válida para todo o Parque Estadual do Jalapão - de não deixar qualquer espécie de lixo.

Como chegar: saindo de Mateiros, pela rodovia BR-225 em direção a São Félix, são 36 km por estrada de chão.

Prainha do Rio Novo

O Rio Novo tem muitos bancos de areia na margem, mas a mais conhecida e visitada é essa. Fica logo abaixo da Cachoeira da Velha e impressiona pela brancura da areia e transparência da água, que forma uma espécie de piscina natural translúcida rodeada pela mata virgem, num ambiente de muita paz e calmaria.

Impossível resistir ao convite para um mergulho. Mas, cuidado: o rio tem fortes correntes subaquáticas que exigem cautela.

Como chegar: por uma trilha a partir da Cachoeira da Velha que faz uma grande descida com patamares e locais de parada para respirar.

Povoado Mumbuca

Fica no município de Mateiros, perto da rodovia TO-110 e a população – reconhecida como quilombola pela Fundação Palmares - é uma espécie de grande família que se originou de remanescentes de quilombolas e indígenas que habitavam a região.

A base da economia local é o artesanato de capim dourado e a agricultura familiar, em que homens e mulheres têm papéis bem definidos: eles cuidam do cultivo das roças e as mulheres da colheita e da fabricação de farinha de mandioca. Uma vez por ano, geralmente em setembro, é realizada a festa da colheita do capim dourado com manifestações culturais, cantorias e rodas de conversa que têm o objetivo de manter as tradições.

Como chegar: por estrada de chão saindo de Mateiros.

Rafting no Rio Novo

É uma das atividades mais praticadas pelos adeptos do turismo de aventura que visitam o Jalapão. O rio oferece grandes corredeiras propícias também a outros esportes radicais com canoagem e boia cross. O rafting dura cerca de três horas rio abaixo e é preciso contratar o pacote por uma agência de viagens que deve disponibilizar equipamentos, guias experientes e garantir a segurança no trajeto.

Como chegar: saindo de Mateiros pela estrada que leva a Ponte Alta, 45km por estrada de chão.

Dunas do Jalapão

Surgiram a partir da erosão das serras rochosas da região ao longo do tempo, e são a segunda razão pela qual a região é chamada de deserto – a outra é a baixa densidade demográfica. As dunas são um espetáculo natural cuja altitude varia de 200 a 400 metros, de onde se descortina a bela paisagem de areias que refletem a luz solar em variados tons de dourado mesclado com o azul dos rios e, aqui e acolá, do verde da vegetação rasteira típica da região e dos buritizais que vicejam à beira de nascentes.

Das dunas se pode avistar a Serra do Espírito Santo, as veredas de capim dourado e os lagos que são como oásis no meio do deserto. Objetos encontrados ali indicam que o lugar já foi o fundo de um oceano.  Assim como no mirante da serra, o nascer e o por do sol são espetáculos à parte, que compensam qualquer dificuldade para se chegar às dunas.

Como chegar: saindo de Palmas, 282 km pela TO-255 (cerca de 4 horas de viagem em veículo com tração 4x4).